Atualmente, a utilização de implantes dentários tem sido considerada o padrão-ouro para reabilitação de arcos parcial ou totalmente edêntulos. Devido aos recursos avançados de exame por imagem, principalmente da tomografia computadorizada de feixe cônico, esses procedimentos apresentam altas taxas de sucesso; no entanto, algumas complicações trans- e pós-cirúrgicas ainda são passíveis de ocorrer, sendo uma delas a neuropatia pós-implante. A neuropatia pós-implante se trata de uma neuropatia traumática orofacial secundária a traumas diretos ou indiretos aos nervos da face, sendo os nervos alveolar inferior e lingual os mais acometidos. Essa condição pode apresentar diferentes formas clínicas, sendo elas a anestesia, parestesia, hipoestesia, hiperestesia e/ou disestesia. Por se tratar de uma complicação pouco frequente, porém de alto impacto social para o paciente e de difícil diagnóstico e tratamento, o presente artigo tem como objetivo, por meio de uma revisão de literatura dos estudos mais relevantes na área, esclarecer o que é a neuropatia pós-implante, como ela pode ser desencadeada, bem como as melhores formas de diagnóstico e tratamento.

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