A proposta desse estudo foi avaliar histologicamente a eficácia de um vidro bioativo com pequena variação de tamanho de partículas (Biogran) na cicatrização periodontal de defeitos infra-ósseos de 2 paredes em macacos. Os defeitos foram feitos na mesial dos segundos pré-molares direito e esquerdo de 4 macacos, a seguir foram preenchidos com guta-percha e, após 15 dias, foram debridados e preenchidos naturalmente com coágulo (controle) ou com vidro bioativo (teste).

Nos sítios-controle, o epitélio juncional migrou até a base do defeito. A formação de novo cemento foi mais significante nos defeitos-teste. Ambos os tipos de defeitos, controle e teste, apresentaram formação de novo osso na área da base dos defeitos. Os defeitos-teste apresentaram deposição de novo osso ao redor e dentro de partículas de vidro bioativo localizadas no terço médio, distantes das paredes do defeito. A análise histológica demonstrou que o vidro bioativo com partículas de 300 a 355 µm favoreceu nova inserção periodontal. Concluiu-se que o vidro bioativo testado teve melhor potencial de cura que o debridamento. O material enxertado mostrou promissora inibição da migração apical do epitélio junctional e maior deposição de cemento na superfície radicular em defeitos infra-ósseos A substituição das partículas de vidro bioativo por novo osso ocorreu devido não apenas a uma atividade osteo-condutora, mas também a uma capacidade osteo-estimuladora. Futuras investigações devem avaliar esse potencial comparativamente a outros materiais de enxerto, técnicas regenerativas e modificadores biológicos, assim como, avaliar longitudinalmente a estabilidade dessa nova inserção.

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